Como Colocar As Coisas De Volta No Eixo
(mesmo quando o outro não coopera)

Agora me conte nos comentários: como foi que você conseguiu sair da sensação de impotência no relacionamento? Ou ainda, por favor compartilhe um pouco da sua sabedoria com a todos!

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Andréa Thees · April 16, 2019 at 11:52 pm

Eu encontrei a liberdade deixando pra trás o que entendi, na época, terem sido escolhas erradas para dividir a maternidade. Virei a página, mas não foi fácil.
O pai da minha primeira filha surtou após a separação e desapareceu por 8 anos. Evitei criticá-lo na frente da minha filha, pois algo me dizia que assim seria fácil reconstruir a relação deles 2. A partir dos 10 anos ela passou a ter contato com o pai, compreender por si mesma como era difícil conviver com ele. Atualmente, tudo está em paz, ela está com 27 anos, e já ouvimos dele que se arrependeu muito por não estado presente nos primeiros anos dela.
O pai da segunda filha, ao contrário, era presente demais, fazia-lhe todas as vontades e não respeitava nossos acordos. Nossa separação resultou em uma infância e uma adolescência cheia de conflitos. Cada desafio encontrado por ela, era motivo para buscar o pai na tentativa dele resolver, seja me desautorizando em alguma decisão ou, em geral, comprando alguma coisa que ela queria. Agora aos 19 anos, com muita terapia, conseguimos estabelecer limites para essa dependência material e permissiva. Em geral, quem muito presenteia, cuida pouco e acaba não conseguindo construir vínculos afetivos. No caso, esse comportamento do pai, fazia minha filha caçula se sentir negligenciada, tendo desenvolvido nela um sentimento de baixa autoestima e incitado relacionamentos abusivos.
Mesmo com todos esses problemas, não me arrependo de ter saído da inércia e buscado me valorizar. Me separar de quem não me respeitava como mulher, mão e profissional, foi a decisão mais acertada da minha vida.
Demorei a amadurecer e, se hoje vivo um relacionamento sólido e feliz (sim! existe o outro lado do seu velcro… 🙂 ), deve-se a muito respeito, diálogo aberto, paciência e, por que não?!, à terapia de casal. Foi nas sessões com a psicóloga que descobrimos picuinhas, implicâncias e decepções que, se não tratadas e discutidas, poderiam virar grandes problemas e nos afastar.
Obrigada pelo espaço, Isadora. Muito bom compartilhar nossas vivências. Beijos

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